Helena Tannure


O dia está chegando ao fim e eu, recostada em minha cama, experimento um certo alívio!

Existem dias bem difíceis… E hoje foi um deles.
 
Nada grave, graças a Deus, mas é impressionante como pequenas pedras em nosso caminho costumam incomodar tanto! Pedras perigosas porque tropeçamos justamente nas pequenas.
 
As coisas não saem como esperávamos, alguns contratempos, sonhos adiados e logo uma angústia se instala sabotando a alegria.
 
Mas então me lembro do Salmo mais famoso: “O Senhor é o meu pastor, nada me faltará”.
 
Em todas as traduções da Bíblia que já tive a oportunidade de ler, nunca visualizei a letra “E” que as pessoas costumam acrescentar ao versículo. O Senhor é o meu pastor “e” nada me faltará.
 
Gosto da ausência desta letra no texto, pois não distingue duas realidades; se o Senhor é o meu pastor logo nada me faltará!
 
Que consolo e segurança esta verdade me traz!
 
E é debaixo desta palavra que vou dormir agradecendo.
 
Quando as coisas estiverem difíceis, lembre-se de tudo o que Deus já fez por você; o amor que te deu a vida, o perdão que te limpa, o favor que você não merece, a misericórdia que te beija todas as manhãs, a fidelidade que te abraça e sustenta e a coragem para a jornada!
 
Aquilo que você tem em Deus sempre será maior do que aquilo que você não tem na vida!
 
Fique tranquilo, de tudo o que você realmente precisa, nada te faltará.
 
Helena Tannure.

Está chovendo hoje em Belo Horizonte. Chuva esperada, desejada!

Os últimos dias, extremamente secos, fizeram este desejo nascer. Uma alegria quase infantil foi o que senti quando percebi a precipitação das primeiras gotas!

Alegria quase infantil… Qual foi a última vez que você sentiu-se assim?

Tenho pedido a Deus, há algum tempo, que me ensine a viver e desde que comecei a fazer esta oração tenho redescoberto pequenos prazeres!

A pós modernidade nos empurra, goela abaixo, um estilo de vida vazio e decadente onde perseguir status, posição e coisas é mais importante do que apreciar a simplicidade dos pequenos momentos e a companhia das pessoas.

Mas eu pertenço a Deus, logo, não tenho que engolir o lixo que o século me oferece.

Posso me deliciar com a chuva; assentar-me para uma refeição em família longe da televisão…

Posso deixar a casa bem limpa e cheirosa e passear descalça por ela; prestar atenção aos sabores; fazer e receber cafuné; abraçar, beijar e cheirar só pra dizer “Eu te amo” no final…

Eu posso parar pra ver o sol se por; serão apenas alguns minutos…

Eu posso me irritar sem deixar que isso envenene a minha alma e posso chorar pra mandar embora todas as dores que eu não quero dentro de mim; posso visitar quem amo e ter a alegria de dividir um pedaço de pão com manteiga ou, quem sabe, um bolo caseiro que perfuma a casa inteira…

Eu posso ouvir as pessoas, desligar o automático e sorver a vida, vida abundante que Jesus conquistou pra mim!

Eu não preciso de mais nada a não ser aprender com o Apóstolo Paulo a me contentar com o que tenho, afinal, posso todas as coisas Naquele que me fortalece!

Quer uma sugestão? Tire os sapatos, afrouxe a gravata, sinta o cheiro da vida, desligue o automático, você não é um robô, não espere dias secos para se lembrar que a chuva é importante, deixe o amor de Deus hidratar você e te ensinar a viver!

Aproveite o dia, meninada!

Helena Tannure.


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